Thais, fundadora da Terribile Consultoria

A fundadora

Quem é a Thais?

Uma história de curiosidade, aprendizado e paixão pelo Comércio Exterior.

Bom, essa é uma pergunta fácil e difícil ao mesmo tempo.

Sou apaixonada por Comércio Exterior há mais de 20 anos — embora, lá no começo, eu nem soubesse direito que estava escolhendo uma profissão.

Eu sempre fui encantada por aprender novos idiomas, conhecer outras culturas e conversar com gente de toda parte do mundo. Aprimorei muito do meu inglês assim, nos chats da vida, com gente de fora — quem era jovem no início da internet no Brasil sabe bem do que estou falando.

Na minha segunda experiência profissional, surgiu uma oportunidade de mudar do administrativo para o comercial. Eu ainda estava aprendendo a nova atividade quando o diretor da empresa me deu uma tarefa: cuidar da exportação para a Argentina.

Era algo pequeno, um único container de pumps e válvulas para perfumes e produtos de limpeza. Eu não conhecia nada, mas aprendi muito com os prestadores que já estavam havia anos na área — pessoas às quais sou grata até hoje.

Gostei da experiência, mas só fui me apaixonar mesmo quando criaram a área de Compras, para onde fui transferida. Ganhei novas tarefas e, com elas, a tão temida importação.

Foi amor à primeira vista.

De lá, alguns anos depois, fui para uma multinacional italiana do segmento de injetoras, onde aprendi muito sobre regimes especiais. Era interessante perceber como o Comércio Exterior podia ser tão parecido e, ao mesmo tempo, tão diferente, dependendo do segmento e das peculiaridades de cada negócio.

Depois, já com mais bagagem, fui para uma multinacional japonesa de soluções de impressão, onde permaneci durante nove anos. Foi um imenso aprendizado. E, ao mesmo tempo em que eu já tinha bastante conhecimento, muitas vezes ainda tinha a sensação de que havia muito a aprender.

Foi lá que entendi uma das coisas que mais gosto no Comex: é um eterno aprendizado. A gente está sempre aprendendo.

Também foi lá que tive minha primeira experiência como gestora, assumindo a responsabilidade pela cadeia de Supply Chain como um todo. Um desafio enorme para alguém que ainda nem tinha completado 30 anos.

Foi uma experiência muito enriquecedora. Aprendi novos regimes especiais, me aprofundei em custos e entendi que, mais do que transportar cargas, eu também tinha a responsabilidade de controlar o custo das operações. Uma escolha operacional errada poderia causar prejuízos de milhões.

Depois de tanto tempo em Comex, voltei às raízes de Compras e passei quase dois anos em uma empresa francesa do segmento metroferroviário. Mesmo sem ser diretamente responsável pelo Comércio Exterior, eu participava de todo o processo.

E a vontade de voltar bateu.

Foi nesse momento que percebi, de vez, que o Comex era realmente o meu lugar — e que era para lá que eu queria voltar.

A oportunidade veio pouco depois, em uma grande empresa brasileira do segmento de soluções de energia. Fiquei lá por quase sete anos e, embora tenha sido a experiência mais desafiadora da minha carreira, também foi onde mais aprendi.

O volume das operações, os processos de alto valor e as negociações em que a diferença estava na terceira casa depois da vírgula me ensinaram a valorizar ainda mais a otimização de custos. E também me mostraram, na prática, como bons parceiros podem fazer toda a diferença.

Foi justamente quando saí de lá que aquele sentimento de fazer a diferença bateu mais forte.

Percebi que não queria mais usar tudo o que aprendi em prol de uma única empresa. Queria colocar essa experiência a serviço de várias.

E foi assim que nasceu a Terribile Consultoria.

Hoje, quero seguir minha trajetória na área que amo, fazendo o que sempre gostei: conhecendo outras culturas, lidando com questões internacionais, ensinando e, acima de tudo, aprendendo.

Sempre aprendendo.

Vamos juntos?

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